2ª Crónicas 25.



1. Era Amazias da idade de vinte e cinco anos, quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Joadã, de Jerusalém.
2. E fez o que era recto aos olhos do Senhor, porém não com inteireza de coração.
3. Sucedeu que, sendo-lhe o reino já confirmado, matou a seus servos que mataram o rei seu pai;
4. Porém não matou os filhos deles; mas fez segundo está escrito na lei, no livro de Moisés, como o Senhor ordenou, dizendo: Não morrerão os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais; mas cada um morrerá pelo seu pecado.
5. E Amazias reuniu a Judá e os pôs segundo as casas dos pais, sob capitães de milhares, e sob capitães de cem, por todo o Judá e Benjamim; e os contou, de vinte anos para cima, e achou deles trezentos mil escolhidos que podiam sair à guerra, e manejar lança e escudo.
6. Também de Israel tomou a soldo cem mil homens valentes, por cem talentos de prata.
7. Porém um homem de Deus veio a ele, dizendo: Ó rei, não deixes ir contigo o exército de Israel; porque o Senhor não é com Israel, a saber com os filhos de Efraim.
8. Se quiseres ir, faz assim, esforça-te para a peleja. Deus, porém, te fará cair diante do inimigo; porque força há em Deus para ajudar e para fazer cair.
9. E disse Amazias ao homem de Deus: Que se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel? E disse o homem de Deus: Mais tem o Senhor que te dar do que isso.
10. Então separou Amazias as tropas que lhe tinham vindo de Efraim, para que se fossem ao seu lugar; por isso se acendeu a sua ira contra Judá, e voltaram para as suas casas ardendo em ira.
11. Esforçou-se, pois, Amazias, e conduziu o seu povo, e foi ao Vale do Sal; onde feriu a dez mil dos filhos de Seir.
12. Também os filhos de Judá prenderam vivos dez mil, e os levaram ao cume da rocha; e do mais alto da rocha os lançaram abaixo, e todos se despedaçaram.
13. Porém os homens das tropas que Amazias despedira, para que não fossem com ele à peleja, deram sobre as cidades de Judá desde Samaria, até Bete-Horom; e feriram deles três mil, e saquearam grande despojo.
14. E sucedeu que, depois que Amazias veio da matança dos edomitas e trouxe consigo os deuses dos filhos de Seir, tomou-os por seus deuses, e prostrou-se diante deles, e queimou-lhes incenso.
15. Então a ira do Senhor se acendeu contra Amazias, e mandou-lhe um profeta que lhe disse: Por que buscaste deuses deste povo, os quais não livraram o seu próprio povo da tua mão?
16. E sucedeu que, falando ele ao rei, este lhe respondeu: Puseram-te por conselheiro do rei? Cala-te! Por que haveria de ser ferido? Então parou o profeta, e disse: Bem vejo eu que já Deus deliberou destruir-te; porquanto fizeste isto, e não deste ouvidos ao meu conselho.
17. E, tendo tomado conselho, Amazias, rei de Judá, mandou dizer a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel: Vem, vejamo-nos face a face.
18. Porém Jeoás, rei de Israel, mandou dizer a Amazias, rei de Judá: O cardo que estava no Líbano mandou dizer ao cedro que estava no Líbano: Dá tua filha por mulher a meu filho; porém os animais do campo, que estavam no Líbano passaram e pisaram o cardo.
19. Tu dizes: Eis que tenho ferido os edomitas; e elevou-se o teu coração, para te gloriares; agora, pois, fica em tua casa; por que te entremeterias no mal, para caíres tu e Judá contigo?
20. Porém Amazias não lhe deu ouvidos, porque isto vinha de Deus, para entregá-los na mão dos seus inimigos; porquanto buscaram os deuses dos edomitas.
21. E Jeoás, rei de Israel, subiu; e ele e Amazias, rei de Judá, viram-se face a face em Bete-Semes, que está em Judá.
22. E Judá foi ferido diante de Israel; e fugiu cada um para a sua tenda.
23. E Jeoás, rei de Israel, prendeu a Amazias, rei de Judá, filho de Joás, o filho de Jeoacaz, em Bete-Semes, e o trouxe a Jerusalém; e derrubou o muro de Jerusalém, desde a porta de Efraim até à porta da esquina, quatrocentos côvados.
24. Também tomou todo o ouro, a prata, e todos os utensílios que se acharam na casa de Deus com Obede-Edom, e os tesouros da casa do rei, e os reféns; e voltou para Samaria.
25. E viveu Amazias, filho de Joás, rei de Judá, depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, quinze anos.
26. Quanto ao mais dos actos de Amazias, tanto os primeiros como os últimos, eis que, porventura, não estão escritos no livro dos reis de Judá e de Israel?
27. E desde o tempo em que Amazias se desviou do Senhor, conspiraram contra ele em Jerusalém, porém ele fugiu para Laquis; mas perseguiram-no até Laquis, e o mataram ali.
28. E trouxeram-no sobre cavalos e sepultaram-no com seus pais na cidade de Judá.
Capítulo 26.

1. Então todo o povo de Judá tomou a Uzias, que tinha dezasseis anos, e o fizeram rei em lugar de Amazias seu pai.
2. Este edificou a Elote, e a restituiu a Judá, depois que o rei dormiu com seus pais.
3. Tinha Uzias dezasseis anos quando começou a reinar, e cinquenta e dois anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Jecolia, de Jerusalém.
4. E fez o que era reto aos olhos do Senhor; conforme a tudo o que fizera Amazias seu pai.
5. Porque deu-se a buscar a Deus nos dias de Zacarias, que era entendido nas visões de Deus; e nos dias em que buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar.
6. Porque saiu e guerreou contra os filisteus, e quebrou o muro de Gate, o muro de Jabne, e o muro de Asdode; e edificou cidades em Asdode, e entre os filisteus.
7. E Deus o ajudou contra os filisteus e contra os árabes que habitavam em Gur-Baal, e contra os meunitas.
8. E os amonitas deram presentes a Uzias; e o seu nome foi espalhado até à entrada do Egipto, porque se fortificou altamente.
9. Também Uzias edificou torres em Jerusalém, à porta da esquina, e à porta do vale, e à porta do ângulo, e as fortificou.
10. Também edificou torres no deserto, e cavou muitos poços, porque tinha muito gado, tanto nos vales como nas campinas; tinha lavradores, e vinhateiros, nos montes e nos campos férteis; porque era amigo da agricultura.
11. Tinha também Uzias um exército de homens destros na guerra, que saíam à guerra em tropas, segundo o número da resenha feita por mão de Jeiel, o escrivão, e Maaseias, oficial, sob a direcção de Hananias, um dos capitães do rei.
12. O total dos chefes dos pais, homens valentes, era de dois mil e seiscentos.
13. E debaixo das suas ordens havia um exército guerreiro de trezentos e sete mil e quinhentos homens, que faziam a guerra com força belicosa, para ajudar o rei contra os inimigos.
14. E preparou Uzias, para todo o exército, escudos, lanças, capacetes, couraças e arcos, e até fundas para atirar pedras.
15. Também fez em Jerusalém máquinas da invenção de engenheiros, que estivessem nas torres e nos cantos, para atirarem flechas e grandes pedras; e propagou a sua fama até muito longe; porque foi maravilhosamente ajudado, até que se fortificou.
16. Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o Senhor seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso.
17. Porém o sacerdote Azarias entrou após ele, e com ele oitenta sacerdotes do Senhor, homens valentes.
18. E resistiram ao rei Uzias, e lhe disseram: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o Senhor, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para queimar incenso; sai do santuário, porque transgrediste; e não será isto para honra tua da parte do Senhor Deus.
19. Então Uzias se indignou; e tinha o incensário na sua mão para queimar incenso. Indignando-se ele, pois, contra os sacerdotes, a lepra lhe saiu à testa perante os sacerdotes, na casa do Senhor, junto ao altar do incenso.
20. Então o sumo sacerdote Azarias olhou para ele, como também todos os sacerdotes, e eis que já estava leproso na sua testa, e apressadamente o lançaram fora; e até ele mesmo se deu pressa a sair, visto que o Senhor o ferira.
21. Assim ficou leproso o rei Uzias até ao dia da sua morte; e morou, por ser leproso, numa casa separada, porque foi excluído da casa do Senhor. E Jotão, seu filho, tinha o encargo da casa do rei, julgando o povo da terra.
22. Quanto ao mais dos actos de Uzias, tanto os primeiros como os últimos, o profeta Isaías, filho de Amós, o escreveu.
23. E dormiu Uzias com seus pais, e o sepultaram com seus pais no campo do sepulcro que era dos reis; porque disseram: Leproso é. E Jotão, seu filho, reinou em seu lugar.
Capítulo 27.

1. Tinha Jotão vinte e cinco anos de idade, quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Jerusa, filha de Zadoque.
2. E fez o que era recto aos olhos do Senhor, conforme a tudo o que fizera Uzias, seu pai, excepto que não entrou no templo do Senhor. E o povo ainda se corrompia.
3. Ele edificou a porta superior da casa do Senhor, e também edificou muitas obras sobre o muro de Ofel.
4. Também edificou cidades nas montanhas de Judá, e edificou castelos e torres nos bosques.
5. Ele também guerreou contra o rei dos filhos de Amom, e prevaleceu sobre eles, de modo que os filhos de Amom naquele ano lhe deram cem talentos de prata, e dez mil coros de trigo, e dez mil de cevada; isto lhe trouxeram os filhos de Amom também no segundo e no terceiro ano.
6. Assim se fortificou Jotão, porque dirigiu os seus caminhos na presença do Senhor seu Deus.
7. Ora, o restante dos actos de Jotão, e todas as suas guerras e os seus caminhos, eis que estão escritos no livro dos reis de Israel e de Judá.
8. Tinha vinte e cinco anos de idade, quando começou a reinar, e reinou dezasseis anos em Jerusalém.
9. E dormiu Jotão com seus pais, e sepultaram-no na cidade de Davi; e Acaz, seu filho, reinou em seu lugar.
Capítulo 28.

1. Tinha Acaz vinte anos de idade, quando começou a reinar, e dezasseis anos reinou em Jerusalém; e não fez o que era reto aos olhos do Senhor, como Davi, seu pai.
2. Antes andou nos caminhos dos reis de Israel, e, além disso, fez imagens fundidas a Baalins.
3. Também queimou incenso no vale do filho de Hinom, e queimou a seus filhos no fogo, conforme as abominações dos gentios que o Senhor tinha expulsado de diante dos filhos de Israel.
4. Também sacrificou, e queimou incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de toda a árvore verde.
5. Por isso o Senhor seu Deus o entregou na mão do rei dos sírios, os quais o feriram, e levaram dele em cativeiro uma grande multidão de presos, que trouxeram a Damasco; também foi entregue na mão do rei de Israel, o qual lhe infligiu grande derrota.
6. Porque Peca, filho de Remalias, matou em Judá, num só dia, cento e vinte mil, todos homens valentes; porquanto deixaram ao Senhor Deus de seus pais.
7. E Zicri, homem valente de Efraim, matou a Maasias, filho do rei, e a Azricão, o mordomo, e a Elcana, o segundo depois do rei.
8. E os filhos de Israel levaram presos de seus irmãos duzentos mil, mulheres, filhos e filhas; e também saquearam deles grande despojo, que levaram para Samaria.
9. Mas estava ali um profeta do Senhor, cujo nome era Odede, o qual saiu ao encontro do exército que vinha para Samaria, e lhe disse: Eis que, irando-se o Senhor Deus de vossos pais contra Judá, os entregou na vossa mão, e vós os matastes com uma raiva tal, que chegou até aos céus.
10. E agora vós cuidais em sujeitar a vós os filhos de Judá e Jerusalém, como cativos e cativas; porventura não sois vós mesmos culpados contra o Senhor vosso Deus?
11. Agora, pois, ouvi-me, e tornai a enviar os prisioneiros que trouxestes cativos de vossos irmãos; porque o ardor da ira do Senhor está sobre vós.
12. Então se levantaram alguns homens dentre os cabeças dos filhos de Efraim, a saber, Azarias, filho de Joanã, Berequias, filho de Mesilemote, Jeizquias, filho de Salum, e Amasa, filho de Hadlai, contra os que voltavam da batalha.
13. E lhes disseram: Não fareis entrar aqui estes cativos, porque, além da nossa culpa contra o Senhor, vós intentais acrescentar mais a nossos pecados e a nossas culpas, sendo que já temos grande culpa, e já o ardor da ira está sobre Israel.
14. Então os homens armados deixaram os cativos e o despojo diante dos príncipes e de toda a congregação.
15. E os homens que foram apontados por seus nomes se levantaram, e tomaram os cativos, e vestiram do despojo a todos os que dentre eles estavam nus; e vestiram-nos, e calçaram-nos, e deram-lhes de comer e de beber, e os ungiram, e a todos os que estavam fracos levaram sobre jumentos, e conduziram-nos a Jericó, à cidade das palmeiras, a seus irmãos. Depois voltaram para Samaria.
16. Naquele tempo o rei Acaz mandou pedir aos reis da Assíria que o ajudassem.
17. Porque outra vez os edomitas vieram, e feriram a Judá, e levaram presos em cativeiro.
18. Também os filisteus deram sobre as cidades da campina e do sul de Judá, e tomaram a Bete-Semes, e a Aijalom, e a Gederote e a Socó, e os lugares da sua jurisdição, e a Timna, e os lugares da sua jurisdição, e a Ginzo, e os lugares da sua jurisdição; e habitaram ali.
19. Porque o Senhor humilhou a Judá por causa de Acaz, rei de Israel; porque este se houve desenfreadamente em Judá, havendo prevaricado grandemente contra o Senhor.
20. E veio a ele Tiglate-Pileser, rei da Assíria; porém o pôs em aperto, e não o fortaleceu.
21. Porque Acaz tomou despojos da casa do Senhor, e da casa do rei, e dos príncipes, e os deu ao rei da Assíria; porém não o ajudou.
22. E ao tempo em que este o apertou, então ainda mais transgrediu contra o Senhor, tal era o rei Acaz.
23. Porque sacrificou aos deuses de Damasco, que o feriram e disse: Visto que os deuses dos reis da Síria os ajudam, eu lhes sacrificarei, para que me ajudem a mim. Porém eles foram a sua ruína, e de todo o Israel.
24. E ajuntou Acaz os utensílios da casa de Deus, e fez em pedaços os utensílios da casa de Deus, e fechou as portas da casa do Senhor, e fez para si altares em todos os cantos de Jerusalém.
25. Também em cada cidade de Judá fez altos para queimar incenso a outros deuses; assim provocou à ira o Senhor Deus de seus pais.
26. Ora, o restante dos seus actos e de todos os seus caminhos, tanto os primeiros como os últimos, eis que estão escritos no livro dos reis de Judá e de Israel.
27. E dormiu Acaz com seus pais, e o sepultaram na cidade, em Jerusalém; porém não o puseram nos sepulcros dos reis de Israel; e Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar.
Capítulo 29.

1. Tinha Ezequias vinte e cinco anos de idade, quando começou a reinar, e reinou vinte e nove anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Abia, filha de Zacarias.
2. E fez o que era recto aos olhos do Senhor, conforme a tudo quanto fizera Davi, seu pai.
3. Ele, no primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês, abriu as portas da casa do Senhor, e as reparou.
4. E trouxe os sacerdotes, e os levitas, e ajuntou-os na praça oriental,
5. E lhes disse: Ouvi-me, ó levitas, santificai-vos agora, e santificai a casa do Senhor Deus de vossos pais, e tirai do santuário a imundície.
6. Porque nossos pais transgrediram, e fizeram o que era mau aos olhos do Senhor nosso Deus, e o deixaram, e desviaram os seus rostos do tabernáculo do Senhor, e lhe deram as costas.
7. Também fecharam as portas do alpendre, e apagaram as lâmpadas, e não queimaram incenso nem ofereceram holocaustos no santuário ao Deus de Israel.
8. Por isso veio grande ira do Senhor sobre Judá e Jerusalém, e os entregou à perturbação, à assolação, e ao escárnio, como vós o estais vendo com os vossos olhos.
9. Porque eis que nossos pais caíram à espada, e nossos filhos, e nossas filhas, e nossas mulheres; por isso estiveram em cativeiro.
10. Agora me tem vindo ao coração, que façamos uma aliança com o Senhor Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira.
11. Agora, filhos meus, não sejais negligentes; pois o Senhor vos tem escolhido para estardes diante dele para o servirdes, e para serdes seus ministros e queimadores de incenso.
12. Então se levantaram os levitas, Maate, filho de Amasai, e Joel, filho de Azarias, dos filhos dos coatitas; e dos filhos de Merari, Quis, filho de Abdi, e Azarias, filho de Jealelel; e dos gersonitas, Joá, filho de Zima, e Éden, filho de Joá;
13. E dentre os filhos de Elisafã, Sinri e Jeuel; dentre os filhos de Asafe, Zacarias e Matanias;
14. E dentre os filhos de Hemam, Jeuel e Simei; e dentre os filhos de Jedutum, Semaías e Uziel.
15. E ajuntaram a seus irmãos, e santificaram-se e vieram conforme ao mandado do rei, pelas palavras do Senhor, para purificarem a casa do Senhor.
16. E os sacerdotes entraram na casa do Senhor, para a purificar, e tiraram para fora, ao pátio da casa do Senhor, toda a imundície que acharam no templo do Senhor; e os levitas a tomaram, para a levarem para fora, ao ribeiro de Cedrom.
17. Começaram, pois, a santificar no primeiro dia, do primeiro mês; e ao oitavo dia do mês vieram ao alpendre do Senhor, e santificaram a casa do Senhor em oito dias; e no dia décimo sexto do primeiro mês acabaram.
18. Então foram ter com o rei Ezequias, e disseram: Já purificamos toda a casa do Senhor, como também o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a mesa da proposição com todos os seus utensílios.
19. Também todos os objectos que o rei Acaz no seu reinado lançou fora, na sua transgressão, já preparamos e santificamos; e eis que estão diante do altar do Senhor.
20. Então o rei Ezequias se levantou de madrugada, e reuniu os líderes da cidade, e subiu à casa do Senhor.
21. E trouxeram sete novilhos e sete carneiros, e sete cordeiros e sete bodes, para sacrifício pelo pecado, pelo reino, e pelo santuário, e por Judá, e disse aos filhos de Arão, os sacerdotes, que os oferecessem sobre o altar do Senhor.
22. E eles mataram os bois, e os sacerdotes tomaram o sangue e o aspergiram sobre o altar; também mataram os carneiros, e aspergiram o sangue sobre o altar; semelhantemente mataram os cordeiros, e aspergiram o sangue sobre o altar.
23. Então trouxeram os bodes para sacrifício pelo pecado, perante o rei e a congregação, e lhes impuseram as suas mãos.
24. E os sacerdotes os mataram, e com o seu sangue fizeram expiação do pecado sobre o altar, para reconciliar a todo o Israel; porque o rei tinha ordenado que se fizesse aquele holocausto e sacrifício pelo pecado, por todo o Israel.
25. E pôs os levitas na casa do Senhor com címbalos, com saltérios, e com harpas, conforme ao mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mandado veio do Senhor, por mão de seus profetas.
26. Estavam, pois, os levitas em pé com os instrumentos de Davi, e os sacerdotes com as trombetas.
27. E Ezequias deu ordem que oferecessem o holocausto sobre o altar; e ao tempo em que começou o holocausto, começou também o canto do Senhor, com as trombetas e com os instrumentos de Davi, rei de Israel.
28. E toda a congregação se prostrou, quando entoavam o canto, e as trombetas eram tocadas; tudo isto até o holocausto se acabar.
29. E acabando de o oferecer, o rei e todos quantos com ele se achavam se prostraram e adoraram.
30. Então o rei Ezequias e os príncipes disseram aos levitas que louvassem ao Senhor com as palavras de Davi, e de Asafe, o vidente. E o louvaram com alegria e se inclinaram e adoraram.
31. E respondeu Ezequias, dizendo: Agora vos consagrastes a vós mesmos ao Senhor; chegai-vos e trazei sacrifícios e ofertas de louvor à casa do Senhor. E a congregação trouxe sacrifícios e ofertas de louvor, e todos os dispostos de coração trouxeram holocaustos.
32. E o número dos holocaustos, que a congregação trouxe, foi de setenta bois, cem carneiros, duzentos cordeiros; tudo isto em holocausto para o Senhor.
33. Houve, também, de coisas consagradas, seiscentos bois e três mil ovelhas.
34. Eram, porém, os sacerdotes mui poucos, e não podiam esfolar a todos os holocaustos; pelo que seus irmãos os levitas os ajudaram, até a obra se acabar, e até que os outros sacerdotes se santificaram; porque os levitas foram mais rectos de coração, para se santificarem, do que os sacerdotes.
35. E houve também holocaustos em abundância, com a gordura das ofertas pacíficas, e com as ofertas de libação para os holocaustos. Assim se restabeleceu o ministério da casa do Senhor.
36. E Ezequias, e todo o povo se alegraram, por causa daquilo que Deus tinha preparado para o povo; porque apressadamente se fez esta obra.
Capítulo 30.

1. Depois disto Ezequias enviou mensageiros por todo o Israel e Judá, e escreveu também cartas a Efraim e a Manassés para que viessem à casa do Senhor em Jerusalém, para celebrarem a páscoa ao Senhor Deus de Israel.
2. Porque o rei tivera conselho com os seus príncipes, e com toda a congregação em Jerusalém, para celebrarem a páscoa no segundo mês.
3. Porquanto não a puderam celebrar no tempo próprio, porque não se tinham santificado sacerdotes em número suficiente, e o povo não se tinha ajuntado em Jerusalém.
4. E isto pareceu bem aos olhos do rei, e de toda a congregação.
5. E ordenaram que se fizesse passar pregão por todo o Israel, desde Berseba até Dã, para que viessem a celebrar a páscoa ao Senhor Deus de Israel, em Jerusalém; porque muitos não a tinham celebrado como estava escrito.
6. Foram, pois, os correios com as cartas, do rei e dos seus príncipes, por todo o Israel e Judá, segundo o mandado do rei, dizendo: Filhos de Israel, convertei-vos ao Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel; para que ele se volte para o restante de vós que escapou da mão dos reis da Assíria.
7. E não sejais como vossos pais e como vossos irmãos, que transgrediram contra o Senhor Deus de seus pais, pelo que os entregou à desolação como vedes.
8. Não endureçais agora a vossa cerviz, como vossos pais; dai a mão ao Senhor, e vinde ao seu santuário que ele santificou para sempre, e servi ao Senhor vosso Deus, para que o ardor da sua ira se desvie de vós.
9. Porque, em vos convertendo ao Senhor, vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia perante os que os levaram cativos, e tornarão a esta terra; porque o Senhor vosso Deus é misericordioso e compassivo, e não desviará de vós o seu rosto, se vos converterdes a ele.
10. E os correios foram passando de cidade em cidade, pela terra de Efraim e Manassés até Zebulom; porém riram-se e zombaram deles.
11. Todavia alguns de Aser, e de Manassés, e de Zebulom, se humilharam, e vieram a Jerusalém.
12. E a mão de Deus esteve com Judá, dando-lhes um só coração, para fazerem o mandado do rei e dos príncipes, conforme a palavra do Senhor.
13. E ajuntou-se em Jerusalém muito povo, para celebrar a festa dos pães ázimos, no segundo mês; uma congregação mui grande.
14. E levantaram-se, e tiraram os altares que havia em Jerusalém; também tiraram todos os altares de incenso, e os lançaram no ribeiro de Cedrom.
15. Então sacrificaram a páscoa no dia décimo quarto do segundo mês; e os sacerdotes e levitas se envergonharam e se santificaram e trouxeram holocaustos à casa do Senhor.
16. E puseram-se no seu posto, segundo o seu costume, conforme a lei de Moisés, o homem de Deus; e os sacerdotes aspergiram o sangue, tomando-o da mão dos levitas.
17. Porque havia muitos na congregação que não se tinham santificado; por isso os levitas tinham o encargo de matarem os cordeiros da páscoa por todo aquele que não estava limpo, para o santificarem ao Senhor.
18. Porque uma multidão do povo, muitos de Efraim e Manassés, Issacar e Zebulom, não se tinham purificado, e contudo comeram a páscoa, não como está escrito; porém Ezequias orou por eles, dizendo: O Senhor, que é bom, perdoa todo aquele
19. Que tem preparado o seu coração para buscar ao Senhor Deus, o Deus de seus pais, ainda que não esteja purificado segundo a purificação do santuário.
20. E ouviu o Senhor a Ezequias, e sarou o povo.
21. E os filhos de Israel, que se acharam em Jerusalém, celebraram a festa dos pães ázimos sete dias com grande alegria; e os levitas e os sacerdotes louvaram ao Senhor de dia em dia, com estrondosos instrumentos ao Senhor.
22. E Ezequias falou benignamente a todos os levitas, que tinham bom entendimento no conhecimento do Senhor; e comeram as ofertas da solenidade por sete dias, oferecendo ofertas pacíficas, e louvando ao Senhor Deus de seus pais.
23. E, tendo toda a congregação conselho para celebrarem outros sete dias, celebraram ainda sete dias com alegria.
24. Porque Ezequias, rei de Judá, ofereceu à congregação mil novilhos e sete mil ovelhas; e os príncipes ofereceram à congregação mil novilhos e dez mil ovelhas; e os sacerdotes se santificaram em grande número.
25. E alegraram-se, toda a congregação de Judá, e os sacerdotes, e os levitas, toda a congregação de todos os que vieram de Israel, como também os estrangeiros que vieram da terra de Israel e os que habitavam em Judá.
26. E houve grande alegria em Jerusalém; porque desde os dias de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, tal não houve em Jerusalém.
27. Então os sacerdotes e os levitas se levantaram e abençoaram o povo; e a sua voz foi ouvida; porque a sua oração chegou até à santa habitação de Deus, até aos céus.

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