Números 7.



1. E aconteceu, no dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo, e o ungiu, e o santificou, e todos os seus utensílios, e também o altar e todos os seus utensílios, e os ungiu, e os santificou,
2. Que os príncipes de Israel, os cabeças da casa de seus pais, os que foram príncipes das tribos, que estavam sobre os que foram contados, ofereceram,
3. E trouxeram a sua oferta perante o Senhor: seis carros cobertos e doze bois; por dois príncipes, um carro; e para cada um, um boi; e os trouxeram diante do tabernáculo.
4. E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
5. Toma os deles, e serão para servir no ministério da tenda da congregação; e os darás aos levitas, a cada qual segundo o seu ministério.
6. Assim, Moisés tomou os carros e os bois e os deu aos levitas.
7. Dois carros e quatro bois deu aos filhos de Gérson, segundo o seu ministério;
8. E quatro carros e oito bois deu aos filhos de Merari, segundo o seu ministério, debaixo da mão de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.
9. Mas aos filhos de Coate nada deu, porquanto a seu cargo estava o santuário, e o levavam aos ombros.
10. E ofereceram os príncipes para a consagração do altar, no dia em que foi ungido; ofereceram, pois, os príncipes a sua oferta perante o altar.
11. E disse o Senhor a Moisés: Cada príncipe oferecerá a sua oferta (cada qual em seu dia) para a consagração do altar.
12. O que, pois, no primeiro dia, ofereceu a sua oferta foi Naassom, filho de Aminadabe, pela tribo de Judá.
13. E a sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares;
14. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
15. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
16. Um bode, para expiação do pecado;
17. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Naassom, filho de Aminadabe.
18. No segundo dia, fez a sua oferta Natanael, filho de Zuar, príncipe de Issacar.
19. E pela sua oferta ofereceu um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para a oferta de manjares;
20. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
21. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
22. Um bode, para expiação do pecado;
23. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Natanael, filho de Zuar.
24. No terceiro dia, ofereceu o príncipe dos filhos de Zebulom, Eliabe, filho de Helom.
25. A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares;
26. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
27. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
28. Um bode, para expiação do pecado;
29. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Eliabe, filho de Helom.
30. No quarto dia, ofereceu o príncipe dos filhos de Rúben, Elizur, filho de Sedeur.
31. A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares;
32. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
33. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
34. Um bode, para expiação do pecado;
35. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Elizur, filho de Sedeur.
36. No quinto dia, ofereceu o príncipe dos filhos de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai.
37. A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares;
38. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
39. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
40. Um bode, para expiação do pecado;
41. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Selumiel, filho de Zurisadai.
42. No sexto dia, ofereceu o príncipe dos filhos de Gade, Eliasafe, filho de Deuel.
43. A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares;
44. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
45. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
46. Um bode, para expiação do pecado;
47. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Eliasafe, filho de Deuel.
48. No sétimo dia, ofereceu o príncipe dos filhos de Efraim, Elisama, filho de Amiúde.
49. A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares;
50. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
51. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
52. Um bode, para expiação do pecado;
53. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Elisama, filho de Amiúde.
54. No oitavo dia, ofereceu o príncipe dos filhos de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur.
55. A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares;
56. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
57. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
58. Um bode, para expiação do pecado;
59. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Gamaliel, filho de Pedazur.
60. No dia nono, ofereceu o príncipe dos filhos de Benjamim, Abidã, filho de Gideoni.
61. A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares;
62. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
63. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
64. Um bode, para expiação do pecado;
65. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Abidã, filho de Gideoni.
66. No décimo dia, ofereceu o príncipe dos filhos de Dã, Aiezer, filho de Amisadai.
67. A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares;
68. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
69. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
70. Um bode, para expiação do pecado;
71. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Aiezer, filho de Amisadai.
72. No dia undécimo, ofereceu o príncipe dos filhos de Aser, Pagiel, filho de Ocrã.
73. A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares;
74. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
75. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
76. Um bode, para expiação do pecado;
77. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Pagiel, filho de Ocrã.
78. No duodécimo dia, ofereceu o príncipe dos filhos de Naftali, Aira, filho de Enã.
79. A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, do peso de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares;
80. Uma taça de dez siclos, de ouro, cheia de incenso;
81. Um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto;
82. Um bode, para expiação do pecado;
83. E, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; esta foi a oferta de Aira, filho de Enã.
84. Esta é a consagração do altar, feita pelos príncipes de Israel, no dia em que foi ungido: doze pratos de prata, doze bacias de prata, doze taças de ouro;
85. Cada prato de prata, de cento e trinta siclos, e cada bacia, de setenta; toda a prata dos utensílios foi dois mil e quatrocentos siclos, segundo o siclo do santuário;
86. Doze taças de ouro, cheias de incenso, cada taça de dez siclos, segundo o siclo do santuário; todo o ouro das taças foi de cento e vinte siclos;
87. Todos os bois para holocausto foram doze novilhos; carneiros, doze; doze cordeiros de um ano, com a sua oferta de manjares, e doze bodes, para expiação do pecado;
88. E todos os bois para sacrifício pacífico foram vinte e quatro novilhos; os carneiros, sessenta; os bodes, sessenta; os cordeiros de um ano, sessenta; esta é a consagração do altar, depois que foi ungido.
89. E, quando Moisés entrava na tenda da congregação para falar com o Senhor, então, ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os dois querubins; assim com ele falava.
Capítulo 8.

1. E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
2. Fala a Arão e dize-lhe: Quando acenderes as lâmpadas, defronte do candeeiro alumiarão as sete lâmpadas.
3. E Arão fez assim; defronte da face do candeeiro acendeu as suas lâmpadas, como o Senhor ordenara a Moisés.
4. E era esta obra do candeeiro de ouro batido; desde o seu pé até às suas flores era batido; conforme o modelo que o Senhor mostrara a Moisés, assim ele fez o candeeiro.
5. E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
6. Toma os levitas do meio dos filhos de Israel e purifica-os;
7. E assim lhes farás, para os purificar: Esparge sobre eles a água da expiação; e sobre toda a sua carne farão passar a navalha, e lavarão as suas vestes, e se purificarão.
8. Então, tomarão um novilho, com a sua oferta de manjares de flor de farinha amassada com azeite; e tomarás outro novilho, para expiação do pecado.
9. E farás chegar os levitas perante a tenda da congregação; e farás ajuntar toda a congregação dos filhos de Israel.
10. Farás, pois, chegar os levitas perante o Senhor; e os filhos de Israel porão as suas mãos sobre os levitas.
11. E Arão moverá os levitas por oferta de movimento perante o Senhor pelos filhos de Israel; e serão para servirem no ministério do Senhor.
12. E os levitas porão as suas mãos sobre a cabeça dos novilhos; então, sacrifica tu um para expiação do pecado e o outro, para holocausto ao Senhor, para fazer expiação pelos levitas.
13. E porás os levitas perante Arão, e perante os seus filhos, e os moverás por oferta de movimento ao Senhor.
14. E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel, para que os levitas meus sejam.
15. E, depois, os levitas entrarão para fazerem o serviço da tenda da congregação; e tu os purificarás e, por oferta de movimento, os moverás.
16. Porquanto eles, do meio dos filhos de Israel, me são dados; em lugar de todo aquele que abre a madre, do primogénito de cada um dos filhos de Israel, para mim os tenho tomado.
17. Porque meu é todo primogénito entre os filhos de Israel, entre os homens e entre os animais; no dia em que, na terra do Egipto, feri a todo primogénito, os santifiquei para mim.
18. E tomei os levitas em lugar de todo primogénito entre os filhos de Israel.
19. E os levitas, dados a Arão e a seus filhos, do meio dos filhos de Israel, tenho dado para exercerem o ministério dos filhos de Israel na tenda da congregação e para fazerem expiação pelos filhos de Israel, para que não haja praga entre os filhos de Israel, chegando-se os filhos de Israel ao santuário.
20. E assim fez Moisés, e Arão, e toda a congregação dos filhos de Israel com os levitas; conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim os filhos de Israel lhes fizeram.
21. E os levitas se purificaram e lavaram as suas vestes, e Arão os moveu por oferta movida perante o Senhor, e Arão fez expiação por eles, para purificá-los.
22. E, depois, vieram os levitas, para exercerem o seu ministério na tenda da congregação, perante Arão e perante os seus filhos; como o Senhor ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram.
23. E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
24. Este é o ofício dos levitas: Da idade de vinte e cinco anos para cima entrarão, para fazerem o serviço no ministério da tenda da congregação;
25. Mas, desde a idade de cinquenta anos, sairão da milícia deste ministério e nunca mais servirão.
26. Porém com os seus irmãos servirão na tenda da congregação, para terem cuidado da guarda; mas o ministério não exercerão; assim farás com os levitas nas suas guardas.
Capítulo 9.

1. E falou o Senhor a Moisés no deserto de Sinai, no ano segundo da sua saída da terra do Egito, no primeiro mês, dizendo:
2. Celebrem os filhos de Israel a páscoa a seu tempo determinado.
3. No dia catorze deste mês, pela tarde, a seu tempo determinado a celebrareis; segundo todos os seus estatutos, e segundo todos os seus ritos, a celebrareis.
4. Disse, pois, Moisés aos filhos de Israel que celebrassem a páscoa.
5. Então celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês, pela tarde, no deserto de Sinai; conforme a tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel.
6. E houve alguns que estavam imundos por terem tocado o corpo de um homem morto; e não podiam celebrar a páscoa naquele dia; por isso se chegaram perante Moisés e Arão naquele mesmo dia;
7. E aqueles homens disseram-lhe: Imundos estamos nós pelo corpo de um homem morto; por que seríamos privados de oferecer a oferta do Senhor a seu tempo determinado no meio dos filhos de Israel?
8. E disse-lhes Moisés: Esperai, e eu ouvirei o que o Senhor vos ordenará.
9. Então falou o Senhor a Moisés, dizendo:
10. Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém entre vós, ou entre as vossas gerações, for imundo por tocar corpo morto, ou achar-se em jornada longe de vós, contudo ainda celebrará a páscoa ao Senhor.
11. No mês segundo, no dia catorze à tarde, a celebrarão; com pães ázimos e ervas amargas a comerão.
12. Dela nada deixarão até à manhã, e dela não quebrarão osso algum; segundo todo o estatuto da páscoa a celebrarão.
13. Porém, quando um homem for limpo, e não estiver em viagem, e deixar de celebrar a páscoa, essa alma do seu povo será extirpada; porquanto não ofereceu a oferta do Senhor a seu tempo determinado; esse homem levará o seu pecado.
14. E, quando um estrangeiro peregrinar entre vós, e também celebrar a páscoa ao Senhor, segundo o estatuto da páscoa e segundo o seu rito assim a celebrará; um mesmo estatuto haverá para vós, assim para o estrangeiro, como para o natural da terra.
15. E no dia em que foi levantado o tabernáculo, a nuvem cobriu o tabernáculo sobre a tenda do testemunho; e à tarde estava sobre o tabernáculo com uma aparência de fogo até à manhã.
16. Assim era de contínuo: a nuvem o cobria, e de noite havia aparência de fogo.
17. Mas sempre que a nuvem se alçava de sobre a tenda, os filhos de Israel partiam; e no lugar onde a nuvem parava, ali os filhos de Israel se acampavam.
18. Segundo a ordem do Senhor, os filhos de Israel partiam, e segundo a ordem do Senhor se acampavam; todos os dias em que a nuvem parava sobre o tabernáculo, ficavam acampados.
19. E, quando a nuvem se detinha muitos dias sobre o tabernáculo, então os filhos de Israel cumpriam a ordem do Senhor, e não partiam.
20. E, quando a nuvem ficava poucos dias sobre o tabernáculo, segundo a ordem do Senhor se alojavam, e segundo a ordem do Senhor partiam.
21. Porém, outras vezes a nuvem ficava desde a tarde até à manhã, e quando ela se alçava pela manhã, então partiam; quer de dia quer de noite alçando-se a nuvem, partiam.
22. Ou, quando a nuvem sobre o tabernáculo se detinha dois dias, ou um mês, ou um ano, ficando sobre ele, então os filhos de Israel se alojavam, e não partiam; e alçando-se ela, partiam.
23. Segundo a ordem do Senhor se alojavam, e segundo a ordem do Senhor partiam; cumpriam o seu dever para com o Senhor, segundo a ordem do Senhor por intermédio de Moisés.
Capítulo 10.

1. Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:
2. Faz duas trombetas de prata; de obra batida as farás, e elas te servirão para a convocação da congregação, e para a partida dos arraiais.
3. E, quando as tocarem, então toda a congregação se reunirá a ti à porta da tenda da congregação.
4. Mas, quando tocar uma só, então a ti se congregarão os príncipes, os cabeças dos milhares de Israel.
5. Quando, retinindo, as tocardes, então partirão os arraiais que estão acampados do lado do oriente.
6. Mas, quando a segunda vez retinindo, as tocardes, então partirão os arraiais que estão acampados do lado do sul; retinindo, as tocarão para as suas partidas.
7. Porém, ajuntando a congregação, as tocareis; mas sem retinir.
8. E os filhos de Arão, sacerdotes, tocarão as trombetas; e a vós serão por estatuto perpétuo nas vossas gerações.
9. E, quando na vossa terra saírdes a pelejar contra o inimigo, que vos oprime, também tocareis as trombetas retinindo, e perante o Senhor vosso Deus haverá lembrança de vós, e sereis salvos de vossos inimigos.
10. Semelhantemente, no dia da vossa alegria e nas vossas solenidades, e nos princípios de vossos meses, também tocareis as trombetas sobre os vossos holocaustos, sobre os vossos sacrifícios pacíficos, e vos serão por memorial perante vosso Deus: Eu sou o Senhor vosso Deus.
11. E aconteceu, no ano segundo, no segundo mês, aos vinte do mês, que a nuvem se alçou de sobre o tabernáculo do testemunho.
12. E os filhos de Israel, segundo a ordem de marcha, partiram do deserto de Sinai; e a nuvem parou no deserto de Parã.
13. Assim partiram pela primeira vez segundo a ordem do Senhor, por intermédio de Moisés.
14. Porque primeiramente partiu a bandeira do arraial dos filhos de Judá segundo os seus exércitos; e sobre o seu exército estava Naassom, filho de Aminadabe.
15. E sobre o exército da tribo dos filhos de Issacar, Natanael, filho de Zuar.
16. E sobre o exército da tribo dos filhos de Zebulom, Eliabe, filho de Helom.
17. Então desarmaram o tabernáculo, e os filhos de Gérson e os filhos de Merari partiram, levando o tabernáculo.
18. Depois partiu a bandeira do arraial de Rúben segundo os seus exércitos; e sobre o seu exército estava Elizur, filho de Sedeur.
19. E sobre o exército da tribo dos filhos de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai.
20. E sobre o exército da tribo dos filhos de Gade, Eliasafe, filho de Deuel.
21. Então partiram os coatitas, levando o santuário; e os outros levantaram o tabernáculo, enquanto estes vinham.
22. Depois partiu a bandeira do arraial dos filhos de Efraim segundo os seus exércitos; e sobre o seu exército estava Elisama, filho de Amiúde.
23. E sobre o exército da tribo dos filhos de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur.
24. E sobre o exército da tribo dos filhos de Benjamim, Abidã, filho de Gideoni.
25. Então partiu a bandeira do arraial dos filhos de Dã, fechando todos os arraiais segundo os seus exércitos; e sobre o seu exército estava Aieser, filho de Amisadai.
26. E sobre o exército da tribo dos filhos de Aser, Pagiel, filho de Ocrã.
27. E sobre o exército da tribo dos filhos de Naftali, Aira, filho de Enã.
28. Esta era a ordem das partidas dos filhos de Israel segundo os seus exércitos, quando partiam.
29. Disse então Moisés a Hobabe, filho de Reuel, o midianita, sogro de Moisés: Nós caminhamos para aquele lugar, de que o Senhor disse: Vo-lo darei; vai connosco e te faremos bem; porque o Senhor falou bem sobre Israel.
30. Porém ele lhe disse: Não irei; antes irei à minha terra e à minha parentela.
31. E ele disse: Ora, não nos deixes; porque tu sabes onde devemos acampar no deserto; nos servirás de guia.
32. E será que, vindo tu connosco, e sucedendo o bem que o Senhor nos fizer, também nós te faremos bem.
33. Assim partiram do monte do Senhor caminho de três dias; e a arca da aliança do Senhor caminhou diante deles caminho de três dias, para lhes buscar lugar de descanso.
34. E a nuvem do Senhor ia sobre eles de dia, quando partiam do arraial.
35. Acontecia que, partindo a arca, Moisés dizia: Levanta-te, Senhor, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os que te odeiam.
36. E, pousando ela, dizia: Volta, ó Senhor, para os muitos milhares de Israel.
Capítulo 11.

1. E aconteceu que, queixou-se o povo falando o que era mal aos ouvidos do Senhor; e ouvindo o Senhor a sua ira se acendeu; e o fogo do Senhor ardeu entre eles e consumiu os que estavam na última parte do arraial.
2. Então o povo clamou a Moisés, e Moisés orou ao Senhor, e o fogo se apagou.
3. Pelo que chamou aquele lugar Taberá, porquanto o fogo do Senhor se acendera entre eles.
4. E o vulgo, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar, e disseram: Quem nos dará carne a comer?
5. Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos.
6. Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos.
7. E era o maná como semente de coentro, e a sua cor como a cor de bdélio.
8. Espalhava-se o povo e o colhia, e em moinhos o moía, ou num gral o pisava, e em panelas o cozia, e dele fazia bolos; e o seu sabor era como o sabor de azeite fresco.
9. E, quando o orvalho descia de noite sobre o arraial, o maná descia sobre ele.
10. Então Moisés ouviu chorar o povo pelas suas famílias, cada qual à porta da sua tenda; e a ira do Senhor grandemente se acendeu, e pareceu mal aos olhos de Moisés.
11. E disse Moisés ao Senhor: Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei graça aos teus olhos, visto que puseste sobre mim o cargo de todo este povo?
12. Concebi eu porventura todo este povo? Dei-o eu à luz? Para que me dissesses: leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança que mama, à terra que juraste a seus pais?
13. De onde teria eu carne para dar a todo este povo? Porquanto contra mim choram, dizendo: Dá-nos carne a comer;
14. Eu só não posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para mim.
15. E se assim fazes comigo, mata-me, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos, e não me deixes ver o meu mal.
16. E disse o Senhor a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos do povo e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da congregação, e ali estejam contigo.
17. Então eu descerei e ali falarei contigo, e tirarei do espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu não a leves sozinho.
18. E dirás ao povo: Santificai-vos para amanhã, e comereis carne; porquanto chorastes aos ouvidos do Senhor, dizendo: Quem nos dará carne a comer? Pois íamos bem no Egito; por isso o Senhor vos dará carne, e comereis;
19. Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco dias, nem dez dias, nem vinte dias;
20. Mas um mês inteiro, até vos sair pelas narinas, até que vos enfastieis dela; porquanto rejeitastes ao Senhor, que está no meio de vós, e chorastes diante dele, dizendo: Por que saímos do Egito?
21. E disse Moisés: Seiscentos mil homens de pé é este povo, no meio do qual estou; e tu tens dito: Dar-lhes-ei carne, e comerão um mês inteiro.
22. Degolar-se-ão para eles ovelhas e vacas que lhes bastem? Ou ajuntar-se-ão para eles todos os peixes do mar, que lhes bastem?
23. Porém, o Senhor disse a Moisés: Teria sido encurtada a mão do Senhor? Agora verás se a minha palavra se há de cumprir ou não.
24. E saiu Moisés, e falou as palavras do Senhor ao povo, e ajuntou setenta homens dos anciãos do povo e os pôs ao redor da tenda.
25. Então o Senhor desceu na nuvem, e lhe falou; e, tirando do espírito, que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas depois nunca mais.
26. Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e do outro Medade; e repousou sobre eles o espírito (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizavam no arraial.
27. Então correu um moço e anunciou a Moisés e disse: Eldade e Medade profetizam no arraial.
28. E Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus jovens escolhidos, respondeu e disse: Moisés, meu senhor, proíbe-lho.
29. Porém, Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor pusesse o seu Espírito sobre ele!
30. Depois Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel.
31. Então soprou um vento do Senhor e trouxe codornizes do mar, e as espalhou pelo arraial quase caminho de um dia, de um lado e de outro lado, ao redor do arraial; quase dois côvados sobre a terra.
32. Então o povo se levantou todo aquele dia e toda aquela noite, e todo o dia seguinte, e colheram as codornizes; o que menos tinha, colhera dez ômeres; e as estenderam para si ao redor do arraial.
33. Quando a carne estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, se acendeu a ira do Senhor contra o povo, e feriu o Senhor o povo com uma praga mui grande.
34. Por isso o nome daquele lugar se chamou Quibrote-Ataavá, porquanto ali enterraram o povo que teve o desejo.
35. De Quibrote-Ataavá caminhou o povo para Hazerote, e pararam em Hazerote.
Capítulo 12.

1. E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita.
2. E disseram: Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? E o Senhor o ouviu.
3. E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra.
4. E logo o Senhor disse a Moisés, a Arão e a Miriã: Vós três saí à tenda da congregação. E saíram eles três.
5. Então o Senhor desceu na coluna de nuvem, e se pôs à porta da tenda; depois chamou a Arão e a Miriã e ambos saíram.
6. E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele.
7. Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa.
8. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?
9. Assim a ira do Senhor contra eles se acendeu; e retirou-se.
10. E a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa.
11. Por isso Arão disse a Moisés: Ai, senhor meu, não ponhas sobre nós este pecado, pois agimos loucamente, e temos pecado.
12. Ora, não seja ela como um morto, que saindo do ventre de sua mãe, a metade da sua carne já esteja consumida.
13. Clamou, pois, Moisés ao Senhor, dizendo: Ó Deus, rogo-te que a cures.
14. E disse o Senhor a Moisés: Se seu pai cuspira em seu rosto, não seria envergonhada sete dias? Esteja fechada sete dias fora do arraial, e depois a recolham.
15. Assim Miriã esteve fechada fora do arraial sete dias, e o povo não partiu, até que recolheram a Miriã.
16. Porém, depois o povo partiu de Hazerote; e acampou-se no deserto de Parã.

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