Salmo 131.

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1. Senhor, o meu coração não se elevou nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes matérias, nem em coisas muito elevadas para mim.
2. Certamente que me tenho portado e sossegado como uma criança desmamada de sua mãe; a minha alma está como uma criança desmamada.
3. Espere Israel no Senhor, desde agora e para sempre.
Capítulo 132.

1. Lembra-te, Senhor, de Davi, e de todas as suas aflições.
2. Como jurou ao Senhor, e fez votos ao poderoso Deus de Jacó, dizendo:
3. Certamente que não entrarei na tenda de minha casa, nem subirei à minha cama,
4. Não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras,
5. Enquanto não achar lugar para o Senhor, uma morada para o poderoso Deus de Jacó.
6. Eis que ouvimos falar dela em Efrata, e a achamos no campo do bosque.
7. Entraremos nos seus tabernáculos; prostrar-nos-emos ante o escabelo de seus pés.
8. Levanta-te, Senhor, ao teu repouso, tu e a arca da tua força.
9. Vistam-se os teus sacerdotes de justiça, e alegrem-se os teus santos.
10. Por amor de Davi, teu servo, não faças virar o rosto do teu ungido.
11. O Senhor jurou com verdade a Davi, e não se apartará dela: Do fruto do teu ventre porei sobre o teu trono.
12. Se os teus filhos guardarem a minha aliança, e os meus testemunhos, que eu lhes hei de ensinar, também os seus filhos se assentarão perpétuamente no teu trono.
13. Porque o Senhor escolheu a Sião; desejou-a para a sua habitação, dizendo:
14. Este é o meu repouso para sempre; aqui habitarei, pois o desejei.
15. Abençoarei abundantemente o seu mantimento; fartarei de pão os seus necessitados.
16. Também vestirei os seus sacerdotes de salvação, e os seus santos saltarão de prazer.
17. Ali farei brotar a força de Davi; preparei uma lâmpada para o meu ungido.
18. Vestirei os seus inimigos de vergonha; mas sobre ele florescerá a sua coroa.
Capítulo 133.

1. Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.
2. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
3. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.
Capítulo 134.

1. Eis aqui, bendizei ao Senhor todos vós, servos do Senhor, que assistis na casa do Senhor todas as noites.
2. Levantai as vossas mãos no santuário, e bendizei ao Senhor.
3. O Senhor que fez o céu e a terra te abençoe desde Sião.
Capítulo 135.

1. Louvai ao Senhor. Louvai o nome do Senhor; louvai-o, servos do Senhor.
2. Vós que assistis na casa do Senhor, nos átrios da casa do nosso Deus.
3. Louvai ao Senhor, porque o Senhor é bom; cantai louvores ao seu nome, porque é agradável.
4. Porque o Senhor escolheu para si a Jacó, e a Israel para seu próprio tesouro.
5. Porque eu conheço que o Senhor é grande e que o nosso Senhor está acima de todos os deuses.
6. Tudo o que o Senhor quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos.
7. Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros.
8. O que feriu os primogénitos do Egipto, desde os homens até os animais;
9. O que enviou sinais e prodígios no meio de ti, ó Egipto, contra Faraó e contra os seus servos;
10. O que feriu muitas nações, e matou poderosos reis:
11. A Siom, rei dos amorreus, e a Ogue, rei de Basã, e a todos os reinos de Canaã;
12. E deu a sua terra em herança, em herança a Israel, seu povo.
13. O teu nome, ó Senhor, dura perpétuamente, e a tua memória, ó Senhor, de geração em geração.
14. Pois o Senhor julgará o seu povo, e se arrependerá com respeito aos seus servos.
15. Os ídolos dos gentios são prata e ouro, obra das mãos dos homens.
16. Têm boca, mas não falam; têm olhos, e não vêm,
17. Têm ouvidos, mas não ouvem, nem há respiro algum nas suas bocas.
18. Semelhantes a eles se tornem os que os fazem, e todos os que confiam neles.
19. Casa de Israel, bendizei ao Senhor; casa de Arão, bendizei ao Senhor;
20. Casa de Levi, bendizei ao Senhor; vós os que temeis ao Senhor, bendizei ao Senhor.
21. Bendito seja o Senhor desde Sião, que habita em Jerusalém. Louvai ao Senhor.
Capítulo 136.

1. Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.
2. Louvai ao Deus dos deuses; porque a sua benignidade dura para sempre.
3. Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade dura para sempre.
4. Aquele que só faz grandes maravilhas; porque a sua benignidade dura para sempre.
5. Aquele que por entendimento fez os céus; porque a sua benignidade dura para sempre.
6. Aquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua benignidade dura para sempre.
7. Aquele que fez os grandes luminares; porque a sua benignidade dura para sempre;
8. O sol para governar de dia; porque a sua benignidade dura para sempre;
9. A lua e as estrelas para presidirem à noite; porque a sua benignidade dura para sempre;
10. O que feriu o Egipto nos seus primogénitos; porque a sua benignidade dura para sempre;
11. E tirou a Israel do meio deles; porque a sua benignidade dura para sempre;
12. Com mão forte, e com braço estendido; porque a sua benignidade dura para sempre;
13. Aquele que dividiu o Mar Vermelho em duas partes; porque a sua benignidade dura para sempre;
14. E fez passar Israel pelo meio dele; porque a sua benignidade dura para sempre;
15. Mas derrubou a Faraó com o seu exército no Mar Vermelho; porque a sua benignidade dura para sempre.
16. Aquele que guiou o seu povo pelo deserto; porque a sua benignidade dura para sempre;
17. Aquele que feriu os grandes reis; porque a sua benignidade dura para sempre;
18. E matou reis famosos; porque a sua benignidade dura para sempre;
19. Siom, rei dos amorreus; porque a sua benignidade dura para sempre;
20. E Ogue, rei de Basã; porque a sua benignidade dura para sempre;
21. E deu a terra deles em herança; porque a sua benignidade dura para sempre;
22. E mesmo em herança a Israel, seu servo; porque a sua benignidade dura para sempre;
23. Que se lembrou da nossa baixeza; porque a sua benignidade dura para sempre;
24. E nos remiu dos nossos inimigos; porque a sua benignidade dura para sempre;
25. O que dá mantimento a toda a carne; porque a sua benignidade dura para sempre.
26. Louvai ao Deus dos céus; porque a sua benignidade dura para sempre.
Capítulo 137.

1. Junto aos rios da Babilónia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.
2. Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.
3. Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião.
4. Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha?
5. Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza.
6. Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.
7. Lembra-te, Senhor, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, que diziam: Descobri-a, descobri-a até aos seus alicerces.
8. Ah! Filha de Babilónia, que vais ser assolada; feliz aquele que te retribuir o pago que tu nos pagaste a nós.
9. Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras.
Capítulo 138.

1. Eu te louvarei, de todo o meu coração; na presença dos deuses a ti cantarei louvores.
2. Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome.
3. No dia em que eu clamei, me escutaste; e alentaste com força a minha alma.
4. Todos os reis da terra te louvarão, ó Senhor, quando ouvirem as palavras da tua boca;
5. E cantarão os caminhos do Senhor; pois grande é a glória do Senhor.
6. Ainda que o Senhor é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe.
7. Andando eu no meio da angústia, tu me reviverás; estenderás a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua dextra me salvará.
8. O Senhor aperfeiçoará o que me toca; a tua benignidade, ó Senhor, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.
Capítulo 139.

1. Senhor, tu me sondaste, e me conheces.
2. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
3. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
4. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces.
5. Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão.
6. Tal conhecimento é para mim maravilhosíssimo; tão alto que não o posso atingir.
7. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?
8. Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.
9. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,
10. Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.
11. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim.
12. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;
13. Pois possuíste as minhas entranhas; cobriste-me no ventre de minha mãe.
14. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
15. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.
16. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.
17. E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!
18. Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.
19. Ó Deus, tu matarás decerto o ímpio; apartai-vos portanto de mim, homens de sangue.
20. Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão.
21. Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?
22. Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos.
23. Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.
24. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.
Capítulo 140.

1. Livra-me, ó Senhor, do homem mau; guarda-me do homem violento,
2. Que pensa o mal no coração; continuamente se ajuntam para a guerra.
3. Aguçaram as línguas como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios.
4. Guarda-me, ó Senhor, das mãos do ímpio; guarda-me do homem violento; os quais se propuseram transtornar os meus passos.
5. Os soberbos armaram-me laços e cordas; estenderam a rede ao lado do caminho; armaram-me laços corrediços.
6. Eu disse ao Senhor: Tu és o meu Deus; ouve a voz das minhas súplicas, ó Senhor.
7. Ó Deus o Senhor, fortaleza da minha salvação, tu cobriste a minha cabeça no dia da batalha.
8. Não concedas, ó Senhor, ao ímpio os seus desejos; não promovas o seu mau propósito, para que não se exalte.
9. Quanto à cabeça dos que me cercam, cubra-os a maldade dos seus lábios.
10. Caiam sobre eles brasas vivas; sejam lançados no fogo, em covas profundas, para que se não tornem a levantar.
11. Não terá firmeza na terra o homem de má língua; o mal perseguirá o homem violento até que seja desterrado.
12. Sei que o Senhor sustentará a causa do oprimido, e o direito do necessitado.
13. Assim os justos louvarão o teu nome; os rectos habitarão na tua presença.

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